ATUALIZAÇÃO JURÍDICA

Mais de 32 mil brasileiros já registraram em cartório a intenção de doar órgãos; veja como fazer

Mais de 32 mil brasileiros já registraram em cartório a intenção de doar órgãos; veja como fazer Mais de 32 mil brasileiros já registraram em cartório a intenção de doar órgãos; veja como fazer

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Redação CRN1 21 de setembro de 2026, 06:35 – Alteração há 3 dias 2 min de leitura 48 visualizações

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Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Procedimento é 100% digital e gratuito; formalização ajuda famílias a cumprirem a vontade do doador no momento da decisão.

Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, exatamente 32.587 pessoas utilizaram os cartórios de notas brasileiros para registrar formalmente o desejo de doar tecidos e órgãos. O sistema surge como uma ferramenta para incentivar a conversa em família e tentar reverter a taxa de recusa dos parentes, que hoje chega a 45% no país — muitas vezes pelo desconhecimento do desejo do falecido.

A urgência do debate ganha força durante o Setembro Verde, mês de conscientização sobre o tema, e na véspera do Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. Atualmente, a lista de espera por um transplante no Brasil supera 49 mil pacientes. A maior demanda é por rins, com cerca de 45 mil pessoas na fila, enquanto a busca por córneas soma 37.719 pedidos — valor 15% superior ao apurado em dezembro de 2025.

Como funciona o registro digital

Coordenada pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF), a Aedo é realizada de forma gratuita e totalmente online pela plataforma e-Notariado. O cidadão preenche o formulário, seleciona os órgãos ou partes do corpo que pretende doar e agenda uma videoconferência com um tabelião para confirmação da identidade e da vontade.

Após a assinatura eletrônica, o documento passa a compor a Central Nacional de Doadores de Órgãos, base consultada por equipes do Sistema Nacional de Transplantes. A autorização pode ser alterada ou cancelada pelo usuário a qualquer momento.

Decisão final cabe aos familiares

Mesmo com a formalização da Aedo, a legislação brasileira prevê que a retirada dos órgãos pós-morte depende obrigatoriamente do aval da família. A existência do registro oficial, no entanto, serve como um guia claro para os parentes durante o momento de decisão.

São Paulo lidera o número de adesões ao sistema digital com 9.399 pedidos, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). No balanço anual, foram 18.659 registros em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026, retração que especialistas atribuem à diminuição das campanhas públicas de divulgação.

Tags: #Brasil #Transplante #Doação de Órgãos #Setembro Verde #Cartório

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Fonte: crn1.com.br

Nota editorial: esta notícia tem caráter informativo e pode sofrer atualização. Consulte fontes oficiais antes de tomar decisões jurídicas.

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