Brasil
Nova legislação acabou com exigência de autorização do judicial e apresentação de justificativa
0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x
00:00 00:00
Presentear matéria
Seguir no
Nova Carteira de Identidade Nacional: primeira via da CIN é gratuita e pode ser emitida em todos os estados — Foto: Divulgação
Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) mostram que, desde 2022, 40.337 brasileiros já mudaram de nome em cartórios. Naquele ano, uma nova lei passou a permitir a alteração do prenome sem a necessidade da abertura de um processo judicial.
- Leia mais: Moraes ordena cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro por coação e cancela passaportes de ex-deputado
- Entrevista: ‘Vamos ocupar territórios, mas sem repetir erros da UPP’, diz Douglas Ruas
O Sudeste é a região que lidera em mudanças de nome, com 14,5 mil alterações em quatro anos. Na sequência aparece o Nordeste, com 12,6 mil casos. Já no Sul, Centro-Oeste e Norte foram contabilizados pela Arpen 6,6 mil, 3,7 mil e 2,7 mil registros alterados.
São Paulo é o estado campeão de mudanças, seguido de Minas Gerais, Bahia e Paraná. Veja abaixo os estados com mais alterações.
- São Paulo (9.149)
- Minas Gerais (4.375)
- Bahia (3.676)
- Paraná (3.522)
- Pernambuco (1.965)
- Maranhão (1.862)
- Ceará (1.778)
- Rio Grande do Sul (1.624)
- Santa Catarina (1.483)
- Goiás (1.281)
Na outra ponta, nos estados em que menos foram registrados casos, estão Acre, com 142 registros, Amapá, com 122, e Roraima, com 52.
Aprovada em 2022, a lei permitiu a alteração do prenome sem necessidade de instauração de um procedimento judicial, no qual era exigido a apresentação de uma justificativa para a mudança. Com a nova lei, qualquer pessoa maior de idade passou a poder alterar o nome apenas indo a um cartório de registro civil. A mudança, no entanto, pode ser feita apenas uma única vez, e, qualquer nova alteração do prenome feita posteriormente, exige autorização judicial.
— Mais de 40 mil alterações mostram o impacto concreto que uma mudança legislativa pode ter na vida das pessoas. O cidadão passou a exercer seu direito à identidade de forma mais simples, mantendo a segurança jurídica e os mecanismos necessários para garantir a confiabilidade do procedimento — disse Devanir Garcia, presidente da Arpen-Brasil.
Mais recente Próxima Juiz carbonizado em SP é identificado por meio de tatuagem no lado esquerdo do abdômen
Fonte: O GLOBO






