Com a proximidade de mais uma eleição, voltam à tona especulações sobre a possibilidade de as urnas eletrônicas serem violáveis. Afinal, os resultados do pleito podem ser fraudados?
Os eleitores podem confiar plenamente, assegura o chefe do cartório da 33ª Zona Eleitoral de Tubarão, Ricardo Leonetti. “As urnas são seguras e confiáveis”, confirma. “Diversos testes e auditorias são continuamente realizados justamente para garantir o funcionamento correto desses equipamentos eletrônicos no dia da eleição”, acrescenta.
O sistema utilizado nas urnas é submetido à fiscalização de entidades e organizações como Ministério Público, OAB, Polícia Federal e universidades com departamentos especializados em Tecnologia da Informação, além dos próprios partidos políticos.
Segundo a Justiça Eleitoral, o uso da tecnologia foi uma resposta efetiva às fraudes que ocorriam, frequentemente, em diversas etapas do processo eleitoral. “O voto eletrônico eliminou as fraudes que aconteciam nas votações com utilização de urnas de lonas e cédulas de papel. Dentre as fraudes extintas, cita-se a ‘urna grávida’, que chegava na seção eleitoral com cédulas depositadas antes do início da votação”, cita Ricardo.
Antes das urnas eletrônicas, também ocorriam fraudes durante o transporte e muitas cédulas desapareciam no trajeto entre a seção eleitoral e o local de apuração. Além disso, como a contagem era manual, era suscetível a ações irregulares.
Nos nove municípios de abrangência das 33ª e 99ª zonas eleitorais, 496 urnas serão instaladas nas seções e 28 ficarão como reserva, para casos de necessidade de troca. Testes de itens como tomadas, teclados, impressoras e visibilidade das telas têm sido realizados.
A configuração oficial das urnas ocorrerá em 21 de setembro, às 14 horas, no Praça Shopping, onde ficam as sedes das duas zonas eleitorais. Qualquer pessoa interessada poderá acompanhar.
Processo de conferência das urnas antes das eleições
Após lacração dos sistemas eleitorais no TSE, inicia-se a fase de configuração das urnas com a inclusão dos dados dos eleitores e candidatos em cada urna, seção por seção. A geração das mídias com esses dados e a configuração da urnas são realizadas em audiências públicas nos cartórios eleitorais.
Para dar ciência a todos interessados, as datas das audiências são publicadas por meio de edital. Os partidos políticos, o Ministério Público Eleitoral e a Ordem dos Advogados recebem convites para participar das cerimônias através dos seus contatos institucionais.
No sábado dia de véspera da eleição, neste ano 3 de outubro, dezenas de urnas que seriam entregues nas seções eleitorais são sorteadas para serem submetidas à auditoria de funcionamento e integridade. Essas urnas eletrônicas, que estavam prontas para serem utilizadas, são transportadas para a sede do TRE. No dia da eleição, em ambiente filmado e aberto ao público, a urna que estava pronta para ser utilizada na eleição é ligada e passa a funcionar como se estivesse na seção eleitoral.
“A urna eletrônica recebe os mesmos votos que estão consignados cédulas de papel e, ao final do dia da eleição, o resultado eletrônico e o dos votos em papel são comparados. Todos os procedimentos são filmados em vídeo, publicados ao vivo pela internet e auditados por empresa independente”, afirma o chefe do cartório da 33ª Zona Eleitoral de Tubarão, Ricardo Leonetti.
No dia da eleição, antes de iniciar a votação, todas urnas imprimem um documento chamado zerésima, que atesta que aquele equipamento não tem nenhum voto registrado.
“O eleitor pode fazer sua própria auditoria, pois, se ele votar e confirmar o voto em determinando candidato que presumia ser desconhecido e, portanto, não teria nenhum voto naquela seção, certamente haverá o registro de ao menos um voto a favor deste candidato”, sugere o chefe do cartório.
Fonte: folharegionalwebtv.com






