Foto: Divulgação
Justiça aponta divisão de funções entre os condenadosÁreas eram divididas em parcelas menores
Ricardo Neves Prudente, Rafael Neves Prudente e Maíra Nunes Paula foram condenados a cinco anos e dez meses de prisão, em regime inicial semiaberto. A decisão foi proferida pelo juiz Frederico Paiva Bandeira de Souza, da 1ª Escrivania Criminal de Paranã.
De acordo com a sentença, o esquema teria partido de um imóvel rural com área original de 310 hectares. A partir dele, foram emitidas 11 certidões falsas que resultaram na criação documental de mais de 5 mil hectares.
Justiça aponta divisão de funções entre os condenados
Conforme a decisão, Ricardo Neves Prudente atuava como articulador das fraudes, enquanto Rafael Neves Prudente participava da intermediação e venda das áreas. Maíra Nunes Paula trabalhava como oficiala do Cartório de Imóveis de Paranã no período dos fatos.
As certidões falsas referentes aos imóveis rurais teriam datas forjadas para aparentar que os documentos haviam sido lavrados nos anos de 1990 e 1995.
Ainda segundo a Justiça, o grupo utilizou o nome de um homem que havia morrido em 1965 para realizar a transferência dos imóveis para uma empresa apontada no processo como sendo de fachada.
Áreas eram divididas em parcelas menores
A sentença também aponta que as terras eram divididas em parcelas inferiores a 500 hectares. A estratégia, conforme o processo, buscava evitar a exigência de georreferenciamento para a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural.
O grupo também teria atuado na negociação de propina com servidores públicos na tentativa de viabilizar o registro das áreas fictícias perante órgãos ambientais e agrários.
Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram ainda movimentações financeiras milionárias nas contas dos réus, em valores superiores aos declarados.
Somente em 2013, conforme os dados apresentados na investigação, as contas bancárias dos três condenados movimentaram, juntas, R$ 5.008.625,16.
Segundo o g1, as defesas dos três réus foram procuradas para comentar a condenação, mas não haviam se manifestado até a última atualização da reportagem.
Tem algo para contar? 🚨 Sua história pode virar notícia! Fale com a nossa redação pelo WhatsApp (63) 9 9274-5503 ou envie um e-mail para[email protected]
Email Print
PorRedação
Redação do Jornal Sou de Palmas.
Últimas Notícias
Prefeito Matheusinho articula parceria com Guarda Metropolitana de Palmas para ampliar capacitação da Guarda Municipal de Silvanópolis
Cidades
Mulheres ganham direito a avaliação médica anual no SUS; nova lei prevê exames para detectar hipertensão, diabetes e outras doenças
Cotidiano em destaque
Mulher procura UPA Norte com dores sem saber que estava grávida, dá à luz no banheiro e equipe se mobiliza para atender mãe e bebê
Cotidiano em destaque
Nova lei amplia direitos de pessoas com síndrome de Tourette e garante proteção na saúde, nas escolas e no mercado de trabalho
Cotidiano em destaque
Fonte: Sou de Palmas






